Uma análise exploratória das minhas leituras em 2024

10 set., 2025

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Fortemente inspirada no post da Beatriz Milz, eu decidi fazer uma análise exploratória das minhas leituras em 2024. Antes de você seguir nesse post, eu preciso te dizer que minhas leituras seguem aquele ditado “um pouco de droga, um pouco de salada”. Eu curto livros mais sérios, mas também amo ler livros bem comerciais e com tramas mais óbvias (os livros que são ridicularizados nos clubes do livro cults por aí).

Uma outra informação é que em 2024 eu participei de dois clubes do livro. Isso com certeza contribuiu para que minhas leituras fossem mais diversas – principalmente no que diz respeito à nacionalidade dos autores. Os clubes também me fizeram ler livros que eu normalmente não leria (e alguns que, depois de ler, eu confirmei que não queria ter lido, haha!).

Ao final, trago uma mini resenha dos meus livros favoritos do ano – e já te adianto que alguns deles estão entre os meus favoritos da vida. Então, caso tenha interesse em sugestões de leituras, não pule essa parte, ok?

Principais características dos livros

No total, eu li 30 livros, que totalizaram 7.068 páginas – uma média de 19,4 páginas por dia. De todos os livros lidos, 15 (50%) foram para algum clube do livro. Eu tenho preferido e-books a livros físicos. Mas em 2024 eu li mais livros físicos do que normalmente e eles corresponderam a 30% das leituras.

Ano da publicação

A maior parte dos livros que eu li em 2024 foram publicados entre 2022 e 2024. Os dois mais antigos são da rainha do crime (e dona do meu coração): Assassinato no Beco (1937) e A mansão Hollow (1946).

Perfil dos autores

Mulheres predominaram a autoria das minhas leituras (83,3%), como acontece há uns bons anos. Dos cinco livros escritos por homens que eu li, três foram para um clube do livro (e eu não amei nenhum, haha!) e os outros dois foram: 1) a autobiografia do Matthew Perry (“Amigos, amores e aquela coisa terrível”), que eu não gostei muito; 2) o livro novo do Vitor Martins (“Mais ou menos nove horas”), do qual eu gostei bastante, mas nem de perto tanto quanto o meu livro favorito dele, “Quinze dias”.

Eu tentei avaliar a cor/raça dos autores, me baseando em fotos deles. Apliquei aqui o critério do IBGE, ainda que ele não se estenda necessariamente a países além do Brasil. Há um predomínio de pessoas brancas (76,7%). Essa diversidade de cor/raça é algo que eu gostaria de melhorar nos próximos anos. Das sete pessoas não-brancas lidas, apenas uma é um homem – Tamiki Hara, o autor de “Flores de verão”, um sobrevivente da bomba de Hiroshima e o pioneiro em literatura sobre esse tema.

Países dos autores

O país mais prevalente entre os autores foi os Estados Unidos (26,7%) – aqui predominaram os livros menos cults, como “Estou feliz que a minha mãe morreu” (que eu gostei bastante, diga-se de passagem) e “A empregada” (que tem uma trama praticamente idêntica à de um livro que eu li há muitos anos, e do qual eu gostei muito mais, chamado “A outra Sra. Parrish”).

Em segundo lugar veio o Brasil, empatado com Argentina. Eu acho que antes desse ano eu nunca tinha lido um livro argentino. Mas três dos quatro livros de autoras argentinas estão nos meus favoritos do ano – sério, latinas que escrevem terror, obrigada por tanto!

Depois vieram França e Inglaterra. França me surpreendeu com a posição nessa lista. Mas, todos os livros franceses que eu li foram para um mesmo clube do livro. Aqui “A última filha” se destaca, um livro belíssimo da Fatima Daas. Quanto à Inglaterra, todos os livros são da Agatha.

Os demais países aparecem apenas uma vez, mas considero as leituras bem diversas quanto a país. Eu nunca tinha lido livros de vários deles até esse ano.

País do autor

n

%

Estados Unidos

8

26,7%

Argentina

4

13,3%

Brasil

4

13,3%

França

3

10,0%

Inglaterra

3

10,0%

Chile

1

3,3%

China

1

3,3%

Coreia do Sul

1

3,3%

Dinamarca

1

3,3%

Iraque

1

3,3%

Japão

1

3,3%

Nigéria

1

3,3%

Palestina

1

3,3%

Eu versus o Skoob

Eu fiquei curiosa também para entender o quanto a minha avaliação diferiria da opinião geral. Para isso, usei as notas dadas aos livros no Skoob, a rede social de livros mais popular no Brasil. Os dados foram coletados no último dia de 2024.

Dá para ver que eu e Skoob não concordamos muito, haha!

Dentre os livros em que a minha avaliação foi muito inferior à do Skoob se destacam:

  • “O coração do dano”, da Maria Negroni – Minha nota foi 2, a nota mais baixa desse ano (eu realmente detestei!), versus 3,8 do Skoob
  • “A vergonha é um sentimento revolucionário”, do Frédéric Gros – Esse é um livro famoso e amado, mas eu não curti muito a escrita, achei meio pretensiosa (Minha nota = 3 versus Skoob = 4,5)
  • “Amigos, amores e aquela coisa terrível”, do Matthew Perry – Também esperado que o mundo ame, mas eu não amei 😬 (Minha nota = 3 versus Skoob = 4,5)

Quanto às discordâncias no sentido contrário, se destacam três que estão na minha lista de favoritos do ano (todos devidamente detalhados abaixo):

  • “Meu assassinato”, da Katie Williams – Minha nota = 5 versus Skoob = 3,4
  • “Os perigos de fumar na cama”, da Mariana Enriquez – Minha nota = 5 versus Skoob = 3,6
  • “Saboroso cadáver”, da Agustina Bazterrica – Minha nota = 5 versus Skoob = 3,7

Os meus favoritos do ano

Saboroso cadáver, por Agustina Bazterrica

Capa do livro “Saboroso cadáver”, de Agustina Bazterrica, publicada por Darkside. Imagem usada apenas para fins de divulgação.

Teste de resenha



Referências:




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